Apontamento
Sobre a Morte e os Tipos de Morte.
A maioria de nós é envolvido por
diversos medos em relação à morte. Segundo
Conte, Weinere, Plutchik, 1982, estudiosos do tema, quando o assunto é morte
costumamos apresentar 4 tipos de medos fundamentais: do desconhecido, da
solidão, do sofrimento e da extinção pessoal.
Postula Kovács, 1985, que temos medo da
morte do outro e da nossa morte. A morte do outro implica na consciência da
ausência e da separação. A própria morte, na consciência da própria finitude e
na ansiedade de quando e como esta será.
A história, valores e crenças do
sujeito refletirá no modo de ver várias situações, dentre elas: a morte. Assim
sendo, diferenças são encontradas entre ateus e religiosos. Entre normais,
neuróticos e psicóticos. Segundo, Kastembauem, 1983, não foram encontradas
diferenças significativas, mas, este, observou, que os que sofrem de doença
mental costuma negar a morte e ter medo de que a mesma venha a ser violenta.
De acordo com Hoelter, 1979, as variáveis
intervenientes são: tipo de morte, maturidade do enfermo, idade de quem fica e
idade de quem vai. O medo do processo morrer e a morte prematura. O contato
constante com uma doença dita terminal, tudo isso tem influência sobre o medo.
Segundo Lamerton, devemos nos preocupar
e investigar quando o sujeito pede para morrer. Será que o mesmo está sentindo
dores insuportáveis ou sentindo-se um peso para os parentes¿ Como, também,
existem os casos nos quais a família solicita que se abrevie a vida do doente.
O tratamento psicoterapêutico não promete
o prolongamento da vida ou a cura da doença, embora estes possam acontecer. O
objetivo é falar sobre: sobre qualquer tema e, sobretudo, qualidade de vida.
Podemos entender, então, que a terapia não é para amansar o paciente e fazê-lo
calar-se diante de um tratamento que para ele tem sido por demais penoso, até
mesmo, subhumano, mas para, também, melhorar a comunicação entre: médico,
familiares e paciente.
Pensa-se que ao trabalhar com um paciente
terminal, o psicólogo irá abordar o tema: morte. Não. O paciente deverá ser
visto como um todo, e ele é muito mais que a iminência da morte. Ele tem muitas
histórias para contar além desta, então, é ele quem vai nos mostrar o que é
importante para que seja “colocado em pauta”.
A eutanásia, quando abrevia-se a vida do sujeito, através,
de algum procedimento ativo que induza à morte.
A distanásia, onde a tecnologia é aplicada a fim de
prolongar a vida, ainda que isto signifique um sofrimento para o doente, que
vive a agonizar até que morra.
A ortotanásia procura a dignidade do doente no seu viver e
no seu morrer, assim bem como, o bem estar sistêmico, ou seja, dos familiares
ou daqueles que convivem com o enfermo.
Existe, também, a eutanásia social ou mistanásia, muito
comum na América Latina, é a morte miserável, que poderia ser evitada se não
houvesse a ausência ou precariedade dos serviços de atendimento médico, que
levam muitos a morrerem antes da hora.
Referências:
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-81082010000300008&script=sci_arttext&tlng=pt
https://www.scielosp.org/article/csc/2013.v18n9/10.1590/S1413-81232013000900001/pt/
